
8º10’30” é uma obra sobre um espaço, coordenadas perdidas, sobre seres aos quais um ponto de referência único foi negado. Nesse espaço imaginário sem referências há uma força externa que controla o corpo em palco, que o move em staccato sem que a personagem tenha qualquer controlo sobre si mesma. Gera-se o medo. Será vudu, será uma armadilha? Talvez seja aquele monstro branco em palco, que dá tudo, mas que ninguém espera que peça algo em troca.
20 Fev 2010 – 19:00
Preço 5€
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Nos últimos dois anos, com as apresentações deste espectáculo único, uma das suas mais fortes criações, conquistou plateias e críticos em todo o mundo. Um trabalho vibrante, poderoso, sem medo de ser político e de marcar posição. A não perder.
UPRISING/IN YOUR ROOMS
HOFESH SHECHTER COMPANY
Coreografia e música HOFESH SHECHTER
UPRISING
Em Uprising, sete homens, incluindo Shechter, emergem das sombras e bombardeiam o palco com uma energia furiosa. Estabelecem relações entre eles, discutem, fazem as pazes. Tudo num riquíssimo trabalho, criado para uma vibrante partitura de percussão também composta por Shechter, que deixa o público sem fôlego.
IN YOUR ROOMS
In your rooms exibe uma forte fisicalidade e é por vezes provocador, político e profundamente pessoal, apresentando uma sociedade que é alienante e, no entanto estranhamente familiar. Onze bailarinos revelam ritmos imparáveis, descontrolo e vulnerabilidades através de encontros complexos e comoventes. A música original, criada por Shechter em colaboração com Nell Catchpole (The Gogmagogs) é interpretada ao vivo, ajudando a criar uma atmosfera verdadeiramente mágica.
O trabalho foi coreografado com tal entusiasmo que o seu efeito é quase um êxtase… uma obra poderosa…
12 e 13 Fev 2010 – 21:00
Preços
1.ª Plateia 20€
2.ª Plateia 17,5€
Camarotes Centrais 20€
1.º Balcão 12,5€
2.º Balcão 10€
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A sociedade e os seus valores ditam regras e leis, nunca escritas e que nunca questionamos, que moldam inevitavelmente quem somos. Nesta performance, um ponto de encontro entre as linguagens do circo, da dança e do teatro, Sérgio Mendes procura compreender estas regras escondidas e perceber em que medida nos afectam: desde as regras de etiqueta às convenções sobre o masculino e o feminino que ditam leis sobre as relações entre todos.
Preço 5€
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As Lágrimas de Saladino é um título do 10.º capítulo da obra de Amin Maalouf, “As cruzadas vistas pelos árabes”.
Saladino entrou em Jerusalém na sexta-feira, 2 de Outubro de 1187 (o 27 de Rajab, do ano 583 da Hégira), no próprio dia em que os muçulmanos festejavam a viagem nocturna do Profeta a Jerusalém. Entrou em Jerusalém e após 91 anos de sangrenta ocupação pelos combatentes cristãos do Ocidente, dá ordem aos seus emires e soldados para poupar a população, os combatentes, evitar a pilhagem e o massacre, guardando os lugares de culto e anunciando que todos aí poderão rezar quando o desejarem… Ele próprio passa de um santuário ao outro, chorando, rezando e prosternando-se, num acto de compaixão sem precedentes na história da humanidade.
Esta será também uma obra sobre a compaixão e a ética no uso do poder. Uma obra onde a visão que temos do outro, do que nos é estranho e do que nos inquieta. Na realidade, temas mais actuais do que nunca. Hoje, como há mil anos, a mesma inflexibilidade do olhar e do sentir continuam a escrever os capítulos mais sangrentos da história dos homens, e a religião volta a ser o ponto de todas as discórdias.
Todos vemos o mesmo, mas cada um sente-o de uma forma diferente. E que tema mais universal de discórdia e questionamento pode haver, do que o olhar sobre o esse outro, veículo de uma cultura incompreensível, e perante a qual nos posicionamos de forma defensiva e sobranceira.
É neste universo cosmopolita e urbano que a obra se desenvolve, pois as cidades são o único território sem fronteiras, lugares de conflito, mas também de negociação de todas as culturas, lugares de iluminação. De algum modo As Lágrimas de Saladino será também um trabalho sobre a construção da incógnita. Um lugar de permanente tensão mas de incomensurável poesia.
Coreografia /Espaço cénico/ Desenho de luz e Multimédia RUI HORTA
Textos RUI HORTA | TIAGO RODRIGUES
Co-produção
CENTRO CULTURAL DE BELÉM | O ESPAÇO DO TEMPO | LABORAL ESCENA – GIJON
5 e 6 Março 2010
Grande Auditório
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Um qualquer … é o novo espectáculo do Plural | Núcleo de Dança Contemporânea/ Companhia de Dança Inclusiva.
Resultado de uma parceria artistica entre a Fundação LIGA e Escola Superior de Dança, este novo projecto é coreografado por Andreia Roque, Francisca Pinto e Mariana Pimentel. Explorar a fisicalidade, a presença e as relações entre os corpos foram os elementos impulsionadores deste processo. A criação de uma unidade através da expressão e das especificidades individuais foi um objectivo constante. A narrativa constrói-se a partir de objectos pessoais e de relações possíveis que vão surgindo ao longo do trabalho, o qual é uma partilha constante de histórias e momentos presentes em qualquer um de nós.
4 Dez 2009 – 21h30
M/12 Anos
Pequeno Auditório – Sala Eduardo Prado Coelho
PREÇO 10€
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Tragédia coreográfica ou a inquietante estranheza do comum
Press põe em causa a imagem do homem moderno na sua imensa banalidade e ao mesmo tempo na sua enigmática complexidade. O corpo deste indíviduo-objecto, sedutor inquietante, move-se pelo encandeamento estandardizado dos seus próprios automatismos, e também pelos mecanismos do seu estreito espaço vital.
Atleta, especialista dos 400m e dos 400m barreiras, Pierre Rigal teve formação em cinema na Ecole Supérieure de Audiovisuel em Toulouse. Durante a sua formação cruzou-se com coreógrafos como Heddy Maalem, Bernardo Montet, Wim Vandekeybus, entre outros. Trabalhou como realizador de videoclipes e documentários, para a France 3 e instala os dispositivos de vídeo para a CIE 111.
Em Novembro de 2003, fundou a companhia Dernière Minute, criou e interpretou a sua primeira peça, o solo érection, co-encenação com Aurélien Bory.
Concepção, cenografia, coreografia e interpretação PIERRE RIGAL
Produção COMPANHIA DERNIÈRE MINUTE | TEATRO GATE, LONDRES
Co-produção RENCONTRES CHOREGRAPHIQUES INTERNATIONALES DE SEINE-SAINT-DENIS | THEATRE GARONNE – TOULOUSE
Com o apoio de DRAC MIDI-PYRENEES | DA VILLE DE TOULOUSE | DA REGION MIDI-PYRENEES | DO CONSEIL GENERAL DE LA HAUTE-GARONNE E DA CONVENÇÃO CULTURESFRANCE/VILLE DE TOULOUSE
29 e 30 Janeiro 2010
Pequeno Auditório – Sala Eduardo Prado Coelho
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O consagrado coreógrafo Sidi Larbi Cherkaoui apresenta o seu novo trabalho de dança inspirado na técnica, força e espiritualidade dos monges Shaolin.
No aclamado SUTRA, Sidi Larbi colabora de perto com Antony Gormley – artista vencedor do Turner Prize – e com o compositor polaco Szymon Brzóska.
A espantosa cenografia de Gormley e a beleza da composição de Brzóska são determinantes neste espectáculo hipnotizante e magnético.
22 e 23 Jan 2010
GRANDE AUDITÓRIO
Direcção e coreografia SIDI LARBI CHERKAOUI
Cenografia ANTONY GORMLEY
Música SZYMON BRZÓSKA
Produção SADLER’S WELLS
Co-produção ATHENS FESTIVAL | FESTIVAL DE BARCELONA GREC | GRAND THÉÂTRE DE LUXEMBOURG | LA MONNAIE BRUSSELS | FESTIVAL D’AVIGNON | FONDAZIONE MUSICA PER ROMA | SHAOLIN CULTURAL COMMUNICATIONS COMPANY
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A Cabra Sou Eu é o primeiro trabalho a solo de Catarina Câmara. A partir de dois objectos do seu lixo doméstico: um vídeo caseiro familiar e as insistentes visitas de Ema Bovary (personagem roubada a um romance de Flaubert) são exploradas as possibilidades de construção de uma narrativa de temperamento vago e sentimental que naturalmente se deseja ver atraiçoada.
Estamos de férias na Beira Baixa. É Verão, corre o ano de 2007 e pouca ou nenhuma brisa. Um vídeo amador capta imagens dessa bucólica viagem. As tias, as cabras, os pinheiros bravos e a prima que vive em França mas que está sempre em Portugal. Um reencontro com as origens aldeãs subitamente perturbado pela trágica leitura de um romance proscrito:
Que acaso do destino levou Madame Bovary, heroína sem virtudes, a encontrar-se com esse animal de trato dócil, fonte de prazeres tão apreciados pelo garfo humano?
Criação e interpretação CATARINA CÂMARA
Participação especial DR. JOAQUIM QUINTINO AIRES
Montagem de vídeo MARCO ARANTES
Assistência dramatúrgica JOANA CÂMARA
Desenho de luz CRISTINA PIEDADE
Desenho de som SÉRGIO MILHANO
28 Nov 2009 – 19:00
PREÇO 6€
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